02 maio 2016


VAMOS FALAR SOBRE O CORTIÇO



Olá meus leitores!
Quem é que nunca leu livros da literatura brasileira? Bem já faz um tempo que não leio, mas já li vários e alguns fiz questão de reler. O Cortiço foi um livro que de primeira mão li por obrigação, pois era um dos livros que caíam  no vestibular, confesso que a escrita e a linguagem do livro não me prenderam e a vontade de abandonar foi grande.

Mas o vestibular não deixou, então tive que ler todo! Apesar da escrita e algumas palavras difíceis acabei simpatizando com o enredo a forma descritiva do tal cortiço, e as personagens. Engraçado em algumas partes e porém com um toque de realidade da humildade das pessoas envolvidas nesse elenco.


O livro narra inicialmente a saga de João Romão rumo ao enriquecimento. Para acumular capital, ele explora os empregados e se utiliza até do furto para conseguir atingir seus objetivos. João Romão é o dono do cortiço, da taverna e da pedreira. Sua amante, Bertoleza, o ajuda de domingo a domingo, trabalhando sem descanso.

Em oposição a João Romão, surge a figura de Miranda, o comerciante bem estabelecido que cria uma disputa acirrada com o taverneiro por uma braça de terra que deseja comprar para aumentar seu quintal. Não havendo consenso, há o rompimento provisório de relações entre os dois.

No cortiço, paralelamente, estão os moradores de menor ambição financeira. Destacam-se Rita Baiana e Capoeira Firmo, Jerônimo e Piedade. Um exemplo de como o romance procura demonstrar a má influência do meio sobre o homem é o caso do português Jerônimo, que tem uma vida exemplar até cair nas graças da mulata Rita Baiana. Opera-se uma transformação no português trabalhador, que muda todos os seus hábitos.

A relação entre Miranda e João Romão melhora quando o comerciante recebe o título de barão e passa a ter superioridade garantida sobre o oponente. Para imitar as conquistas do rival, João Romão promove várias mudanças na estalagem, que agora ostenta ares aristocráticos.

O cortiço todo também muda, perdendo o caráter desorganizado e miserável para se transformar na Vila João Romão.

O dono do cortiço aproxima-se da família de Miranda e pede a mão da filha do comerciante em casamento. Há, no entanto, o empecilho representado por Bertoleza, que, percebendo as manobras de Romão para se livrar dela, exige usufruir os bens acumulados a seu lado.

Para se ver livre da amante, que atrapalha seus planos de ascensão social, Romão a denuncia a seus donos como escrava fugida. Em um gesto de desespero, prestes a ser capturada, Bertoleza comete o suicídio, deixando o caminho livre para o casamento de Romão.

Aluísio de Azevedo é excelente escritor brasileiro conhecido diversas obras e O Cortiço é uma delas. Se você gosta de literatura brasileira deixe aqui o seu comentário!
Beijos