24 abril 2016


VAMOS FALAR SOBRE GABRIELA CRAVO E CANELA



O romance entre o sírio Nacib e a mulata Gabriela, um dos mais sedutores personagens femininos criados por Jorge Amado, tem como pano de fundo, em meados dos anos 1920, a luta pela modernização de Ilhéus, em desenvolvimento graças às exportações do cacau. Com sua sensualidade inocente, Gabriela não apenas conquista o coração de Nacib como também seduz um sem-número de homens ilheenses, colocando em xeque a lei que exigia que a desonra do adultério feminino fosse lavada com sangue.
Publicado em 1958, o livro logo se tornou um sucesso mundial. Na televisão, a história se transformou numa das novelas brasileiras mais aclamadas mundo afora.








Olá meus queridos!

Hoje resolvi falar de um autor que admiro muito, não só por ser meu conterrâneo, mas pela riqueza de detalhes que traz em suas obras quando se trata da Bahia e só quem mora ou conhece o local entende. Sei que muitos não gostam da sua escrita devido a palavreados chulos e até mesmo palavrões citados em sua obra, e o gosto popularesco em que caiu, mais isso é uma questão de gosto, não vamos entrar nessa discussão.

Sou leitora assídua amo ler e não costumo julgar a leitura dos meus colegas para mim qualquer leitura é valida, e as obras de Jorge Amado são ricas em cultura local. Uma das mais famosas Gabriela lembro-me que li na espoca de escola, e depois disso já li novamente varias vezes, mesmo tendo virado novela.

Gabriela era uma mulher diferente, não era como as mulheres da época, que eram submissas aos seus maridos e viviam para casa e família, após a minha ultima leitura cheguei a pensar que Gabriela sem saber era feminista... Não sei mais o seu perfil de mulher era diferente das demais.

Vinda do agreste, Gabriela chega a Ilhéus em 1925, em busca de trabalho. É levada do “mercado dos escravos”, lugar onde acampam os retirantes, pelo árabe Nacib. O dono do bar Vesúvio não atenta de imediato para a beleza da moça, escondida sob os trapos e a poeira do caminho. Não tarda, porém, a descobrir que ela tem a cor da canela e o cheiro do cravo.

Em breve, todos os homens da cidade vão se render aos encantos de Gabriela. Ela assume a cozinha do bar, e o Vesúvio ferve por conta do tempero e da presença inebriante de Gabriela. Apaixonado, o ciumento Nacib decide que o melhor é se casar. Gabriela passa a ter obrigações que não combinam com seu espírito livre e rústico. No entanto, não se deixa subjugar. Nacib a flagra na cama com Tonico Bastos e manda anular o casamento.

Mas Gabriela ainda voltará a ser sua cozinheira e a freqüentar sua cama. Gabriela, cravo e canela narra o caso de amor entre o árabe Nacib e a sertaneja Gabriela e compõe uma crônica do período áureo do cacau na região de Ilhéus. Além do quadro de costumes, o livro descreve alterações profundas na vida social da Bahia dos anos 1920: a abertura do porto aos grandes navios leva à ascensão do exportador carioca Mundinho Falcão e ao declínio dos coronéis, como Ramiro Bastos.

É Gabriela quem personifica as transformações de uma sociedade patriarcal, arcaica e autoritária, convulsionada pelos sopros de renovação cultural, política e econômica.

Varias foram as capas desse livro escolhi a capa do livro que eu li para deixar aqui no blog, não vou me estender muito em Gabriela, mas se você ainda não leu o livro recomendo que leia pois ela foi uma mulher diferente, uma mulher que muitas queriam ser mas não podiam, mas hoje temos varias Gabrielas...

Beijos