19 abril 2016

Resenha- A Travessia




Título: A Travessia
Título Original: Cross Roads
Autor: William P. Young
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 238
Sinopse: Um derrame cerebral deixa Anthony Spencer, um multimilionário egocêntrico, com coma. Quando “acorda”, ele se vê em um mundo surreal habitado por um estranho, que descobre ser Jesus, e por uma idosa que é o Espírito Santo.
À sua frente se descortina uma paisagem que lhe revela toda a mágoa e a tristeza de sua vida terrena. Jamais poderia ter imaginado tamanho horror. Debatendo-se contra um sofrimento emocional insuportável, ele implora por uma segunda chance.
Sua prece é ouvida e ele é enviado de volta à Terra, onde viverá uma experiência de profunda comunhão com uma série de pessoas e terá a oportunidade de reexaminar a própria vida. Nessa jornada, precisará “enxergar” através dos olhos dos outros e conhecer suas visões de mundo, suas esperanças, seus medos e seus desafios. Na busca de redenção, Tony deverá usar um poder que lhe foi concedido: o de curar uma pessoa. Será que ele terá coragem de fazer a escolha certa?

É um livro que traz uma história de vida de um homem, egoísta, petulante, convencido, arrogante com o ego lá em cima e cheio de si. Pretencioso, ambicioso e nada amigável. São muitos os elogios não é mesmo? Mas esse homem tem uma história triste na infância desde a perda dos seus pais, quando teve que ser adotado várias vezes e em uma dessas adoções foi afastado de seu irmão. 
Após ser acometido gravemente por um tumor na cabeça Anthony Spencer passa um período chamado no livro de intravida, que ainda não é a pós vida, que no caso é a morte propriamente dita. 

Nesse período ele tem um encontro com o Espirito Santo e com Jesus que usam a natureza e várias formas de diálogos para mostrar a Tony o quanto ele foi durante toda a sua vida todos aqueles adjetivos que falei no início.

Tony foi casado duas vezes com a mesma mulher, acumulou muita riqueza, se tornou um grande milionário, mas antes de entrar em coma devido ao tumor começou a se sentir sozinho, desconfiado, e muito solitário. Seus funcionários evitavam a qualquer custo ter contato com ele, e todas as pessoas que o conheciam não tinha nada de agradável para falar dele.

Sua filha Angela estava muito magoada, assim como a sua ex-mulher também devido as formas que ele usou para magoa-la no seu segundo divórcio. O que muitos não sabiam é que Tony cercou o seu coração de muros enormes e vivia numa tristeza intima e profunda por causa da perda do seu filho Gabriel aos cinco anos vítima de Leucemia Mielóide Aguda.

Desde então ele passou a culpar primeiramente a Deus, depois a mãe do seu filho, depois a si mesmo, o que foi criando um furacão de sentimentos dentro dele fazendo com que perdesse a fé, a esperança, a alegria de viver, de ter amigos e de viver uma vida saudável.

De certa forma A Travessia nos mostra o tempo que perdemos, com orgulho, magoa, arrogância, ambição, competitividade dentre outras coisas que não nos levam a nada e que podemos ser melhores do que somos, mas que a melhor transformação vem de dentro. Amar, sentir, gostar e ser feliz.

Tony é convidado a mudar e fazer diferente, fazer o que nunca fez por alguém que precisa, e Deus coloca ele de uma forma diferente na vida de pessoas que precisam dele e ele passa por uma transformação e também transforma a vida dessas pessoas de uma maneira maravilhosa.
Recomendo a leitura dessa obra, pois é engraçada, me peguei rindo em alguns momentos e quase chorando também.

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